Dieta mediterrânea: por que é considerada uma das mais saudáveis do mundo
Poucos padrões alimentares acumulam tantas décadas de estudo quanto a dieta mediterrânea. Mais do que uma dieta para emagrecer, ela é reconhecida por organizações de saúde como um modelo de alimentação associado a menor risco de diversas doenças crônicas.
O que é a dieta mediterrânea
Inspirada nos hábitos alimentares tradicionais de países banhados pelo Mar Mediterrâneo, como Grécia e Itália, ela é baseada no consumo abundante de vegetais, frutas, grãos integrais, leguminosas, azeite de oliva e peixes, com consumo moderado de laticínios e baixo consumo de carnes vermelhas e ultraprocessados.
Princípios centrais
- Azeite de oliva como principal fonte de gordura.
- Alto consumo de vegetais, frutas, grãos integrais e leguminosas.
- Peixes e frutos do mar consumidos com regularidade.
- Consumo moderado de vinho (quando aplicável) e baixo consumo de açúcares e ultraprocessados.
O que as evidências mostram
Estudos observacionais e ensaios clínicos de larga escala associam a dieta mediterrânea a menor incidência de doenças cardiovasculares, alguns tipos de câncer e diabetes tipo 2. A Organização Mundial da Saúde cita padrões alimentares semelhantes como referência em suas diretrizes de alimentação saudável, dado o conjunto robusto de evidências acumulado ao longo de décadas.
Benefícios cardiovasculares
O perfil de gorduras da dieta mediterrânea, rico em gorduras monoinsaturadas e ômega-3 proveniente de peixes, está relacionado a melhores perfis de colesterol e menor inflamação sistêmica, dois fatores associados à saúde do coração segundo sociedades de cardiologia.
Como adaptar ao dia a dia brasileiro
Não é preciso reproduzir ingredientes europeus para se beneficiar dos princípios da dieta mediterrânea. Priorizar feijões, verduras, frutas da estação, peixes e azeite no lugar de frituras e ultraprocessados já aproxima a alimentação brasileira desse padrão, mantendo a identidade da culinária local.